domingo, 27 de julho de 2008

Judoca Ângelo Sampaio campeão das IV Olimpíadas Escolares do Ceará.



Judoca Ângelo Sampaio, aluno do Colégio Lourenço Filho e atleta da Associação Judô Clube Sol Nascente, conquistou o título de campeão das IV Olimpíadas Escolares do Ceará. Com o resultado, ele garantiu classificação para a fase nacional da competição. Apesar das 38 medalhas que já contabiliza no currículo, sendo 27 de ouro, sete de prata e quatro de bronze, o judoca Ângelo, 14 anos de idade, está em busca de patrocínio para disputar o Brasileiro Pré-Juvenil, que acontece de 1 a 3/08, em Salvador (BA).

Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=558391

sexta-feira, 25 de julho de 2008

OLIMPÍADAS ESCOLARES

OLIMPÍADAS ESCOLARES

Evento define 16 campeões, hoje

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Atletas do judô disputam medalha de ouro na Fase Estadual das Olimpíadas Escolares, no Ginásio da Universidade de Fortaleza (Unifor) (Foto: Fábio Lima)


Edição 2008 das Olimpíadas Escolares do Ceará será encerrada nesta sexta-feira com a definição das últimas 16 escolas campeãs no masculino e feminino (Sub-14 e Sub-17) do basquete, handebol, vôlei e futsal. Às 18h30 haverá o coquetel de encerramento, na Universidade de Fortaleza (Unifor), com presença dos organizadores do evento e entrega às equipes campeãs dos troféus conquistados nos esportes coletivos.

Após quatro dias de finais na Unifor e Colégio Irmã Maria Montenegro, o Ceará vai conhecer o grupo que representará o Estado na edição nacional das Olimpíadas Escolares, organizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). “Se repetirem a mesma performance que conseguiram aqui, com certeza temos grandes chances, inclusive na fase sul-americana”, afirmou o secretário do Esporte do Estado, Ferruccio Feitosa.

Campeão no judô

Dentre os vencedores já definidos nas Olimpíadas Escolares está o judoca Ângelo Sampaio, aluno do Colégio Lourenço Filho e da Associação Judô Clube Sol Nascente. Ele garantiu o título da modalidade e vaga para a etapa nacional. Angelo também busca patrocínio para disputar o Brasileiro Pré-Juvenil, que acontece de 1 a 3/08, em Salvador, Bahia. O atleta conseguiu outras conquistas este ano, como a medalha de ouro no Brasileiro Região II de Judô Pré-Juvenil - 2008 em São Luis do Maranhão e nas duas etapas do Campeonato Cearense.

Aos 16 campeões desta sexta somam-se mais 143 atletas de ouro (4 no xadrez, 43 no atletismo, 32 no judô, 24 na natação, 16 no karatê e 8 no tênis de mesa). “Temos atletas no atletismo e natação com excelentes resultados, inclusive com índices que irão quebrar recordes na fase nacional. Cerca de 400 atletas irão representar o Ceará”, disse Ferruccio.

As IV Olimpíadas Escolares -fase nacional serão realizadas em duas sedes. Entre os dias 18 a 28 de setembro, atletas de 12 a 14 anos competirão em Poços de Caldas (MG). E em João Pessoa/PB, as disputas acontecerão na faixa etária de 15 a 17 anos, de 6 a 16 de novembro.

Nove fases

Organizadas pelas secretarias do Esporte e Educação do Estado, as Olimpíadas Escolares do Ceará envolveram mais de 25 mil alunos de escolas públicas e privadas em etapas no Litoral Leste, Inhamuns, no Litoral Oeste, Centro, Vale Jaguaribe, Cariri, Norte, em Fortaleza e na Ibiapaba

Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=557795

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Olimpíadas Escolares

Mais de 25 mil alunos nas etapas regionais no Ceará

A etapa Fortaleza só falta conhecer os campeões nas modalidades de vôlei e basquete (feminino e masculino). As finais deverão ser disputadas na Universidade de Fortaleza (Unifor) envolvendo alunos das escolas públicas e privadas de 12 a 17 anos (Sub 14 e Sub 17).

As Olimpíadas Escolares do Ceará só em Fortaleza inscreveram mais de 6,4 mil alunos. A competição envolve mais de 25 mil estudantes dos 184 municípios do Estado.

Ibiapaba: programação da etapa em Ubajara
Norte: programação da etapa em Sobral
Vale Jaguaribe: resultados da etapa em Morada Nova
Fortaleza: resultados atletismo
Fortaleza: resultados futsal, vôlei, handebol e basquete
Inhamuns: resultados da etapa em Tauá
Litoral Leste: resultados da etapa em Eusébio
Centro: resultados da etapa em Canindé
Litoral Oeste: resultados da etapa em Pentecoste

A etapa na Capital cearense soma-se a mais oito fases regionais (Litoral Leste, Inhamuns, Litoral Oeste, Centro, Vale Jaguaribe, Cariri, Norte e Ibiapaba). Já foram encerradas as de Inhamuns, Litoral Oeste, Litoral Leste, Centro, Vale Jaguaribe e Cariri.

Finalizadas as etapas regionais, será realizada a fase final de 21 a 25 de julho, na Unifor. Nessa última fase, serão disputadas também as modalidades restantes: tênis de mesa, xadrez, natação e judô.

EDIÇÃO NACIONAL - Além de promover ampla mobilização da rede de ensino pública e privada, possibilitando a convivência entre os participantes na faixa etária de 12 a 17 anos, ampliando o acesso às competições de âmbito regional, estadual e nacional, as Olimpíadas Escolares do Ceará identificam talentos esportivos que irão compor a delegação do Estado na fase nacional que será realizada na categoria 12 a 14 anos, em Poços de Caldas (MG), no período de 18 a 28 de setembro, e na categoria de 15 a 17 anos, em João Pessoa (PB), no período de 06 a 16 de novembro.

"A previsão é que o Ceará chegue bem mais forte esse ano na fase nacional. O número de inscritos é crescente (...) Devemos surpreender e temos tudo para dar um salto ainda mais alto", avalia o secretário Ferruccio Feitosa.

Olimpíadas Escolares do Ceará: regulamento
Ficha de inscrição: xadrez
Ficha de inscrição: tênis de mesa
Ficha de inscrição: modalidades coletivas
Ficha de inscrição: Karatê de 12 a 14 anos
Ficha de inscrição: Karatê de 15 a 17 anos
Ficha de inscrição: atletismo de 12 a 14 anos
Ficha de inscrição: atletismo de 15 a 17 anos
Ficha de inscrição: judô de 12 a 14 anos
Ficha de inscrição: judô de 15 a 17 anos
Ficha de inscrição: natação de 12 a 14 anos
Ficha de inscrição: natação de 15 a 17 anos

Mais informações:
Codesp: 3101.4388/3101.4391; Assessoria de Comunicação: 3101.4415/8732.1976.

Fonte: http://www.esporte.ce.gov.br/noticias/olimpiadasescolares9.html

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Jiu-Jitsu

Jiu-jitsu


Ideogramas

O jiu-jitsu, jujutsu ou ju-jitsu (em japonês 柔術, "arte da suavidade") é uma arte marcial japonesa que utiliza golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo e estrangulamentos, para imobilizar o oponente. Inclui também quedas, golpes traumáticos e defesas pessoais, como saídas de gravata, esquivas, contra-golpes etc.

Basicamente usa-se o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com a qual é possível finalizar um adversário por meio de uma queda e usando-se torções com ambos deitados.


História

A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas Artes Marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28.º patriarca do Zen, fundador do Monastério Shaolim na China, de onde se teriam originado os estilos de "Kung Fu" (Wu Shu) na China, que teriam sido exportados para o resto do Oriente, nesta clara tentativa de ligar todas as Artes Marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.

Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de Artes Marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como "origem" de todos os estilos de luta oriental.

Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jiu jitsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos... (Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jiu jitsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jiu-jitsu.

Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.

No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô, o caratê e o aikidô.


O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.

Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judô, em 1882. O Jiu-jitsu caiu em desuso e perdeu a sua popularidade quando a polícia de Tóquio organizou um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.

As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:

  • Araki-ryu
  • Daito-ryu aiki-jujutsu
  • Hontai Yoshin-ryu
  • Sekiguchi Shinshin-ryu
  • Sosuishitsu-ryu
  • Takenouchi-ryu
  • Tatsumi-ryu
  • Tenjin Shinyo-ryu
  • Yagyu Shingan Ryu
  • Yoshin Ryu

No Brasil

Em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu desportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô"[1]. Mas o certo é que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui mais imobilizações, chaves e finalizações, privilegiando o uso da técnica em detrimento da força.

Em Portugal

Actualmente ainda se pratica o jujutsu associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que no caso dessa arte tradicional as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte) são diferentes das jiu-jitsu mais utilizadas para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, criado pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minuro Mochizuki.

No caso do jujutsu tradicional são utilizadas armas como o tanto (faca), o tambo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bo (bastão comprido) e a katana, entre outros.

Tendo a vertente de defesa pessoal, militar ou policial compreende técnicas de batimento, projeção, imobilização, controle, estrangulamento e reanimação, além de poder ser combinado com as técnicas de massagem terapêutica (shiatsu ou seitai).

A maior diferença entre os estilos tradicional e brasileiro talvez seja o uso de diferentes armas (bukiwaza) e também uma menor utilização da luta no chão no jujutsu tradicional, sendo que esse utiliza também técnicas de controle como o hojojutsu. Nessa arte também as graduações são diferentes, além de um maior vínculo aos usos e tradições japonesas. A ligação ao mestre é muito forte e são utilizadas com muita freqüências expressões e nomes japoneses no tocante às técnicas.

Graduação

Jiu-jitsu Faixas

As graduações mudam de academia para cada academia

  • Branco (4 Graus)
  • Azul (4 Graus)
  • Roxa (4 Graus)
  • Marron (4 Graus)
   OU
  • Branco
  • Amarelo
  • Laranja
  • Verde
  • Azul
  • Roxa
  • Marrom

==
  • Preta lisa
  • 1° Dan Preto
  • 2º Dan Preto
  • 3º Dan Preto
  • 4º Dan Preto
  • 5º Dan Preto
  • 6º Dan Vermelha e Preta
  • 7º Dan Vermelha e Preta
  • 8º Dan Vermelha e Preta
  • 9º Dan Vermelha
  • 10ºDan Vermelha

Para iniciantes (juniores) as idades mínimas para cada graduação são as seguintes:

  • Branco
  • Amarela- 7 anos
  • Amarela / Laranja- 8 anos
  • Laranja- 9 anos
  • Laranja / Verde- 10 anos
  • Verde- 13 anos
  • Verde / Azul- 16 anos
  • Azul- 16 anos
  • Azul / Marron- 18 anos
  • Marrom- 18 anos
  • Preto 1º Dan- 19 anos
  • Preto 2º Dan- 22 anos

Golpes Básicos

  • Armlock
  • Chave de braço "Americana"
  • Omoplata
  • Triângulo
  • Estrangulamento
  • "Mão de Vaca"
  • Queda
  • "Mata-Leão"

Estilos praticados no Brasil

Jiu-jitsu de contato

Fonte:http://pt.wikipedia.org

Karatê



Caratê (português brasileiro) ou caraté (português europeu) [1] (em japonês 空手, karate, ou 空手道, karate-dō, "caminho da mão vazia"), é uma arte marcial desenvolvida a partir do kenpō chinês[2] (em particular o kung fu da China meridional) e de métodos autóctones de lutas das ilhas Ryūkyū[3]. O caratê é predominantemente uma arte de golpes, como pontapés (chutes), socos, joelhadas e cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta. Bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinados, dependendo do estilo. Um praticante de caratê é denominado "carateca".

O karatê é uma forma de budo (武道, caminho marcial), enfatizando as técnicas de percussão atemi waza (como defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de caratê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Kumite.

  • Kihon (基本, "fundamentos") é o estudo dos movimentos básicos.
  • Kata (型, "forma", "padrão") é uma espécie de luta contra um inimigo imaginário expressa em seqüências fixas de movimentos.
  • Kumite (組手, "encontro de mãos") é a luta propriamente dita. Em sua forma mais básica é combinada (com movimentos predeterminados) entre os lutadores para, posteriormente, alcançar o jyu kumite (combate livre ou sem regras). A forma desportiva, ou combate com regras, é conhecida como Shiai-kumite.

História


Originalmente a palavra caratê era escrita com os ideogramas 空手 ("mãos vazias") se referindo à dinastia chinesa Tang ou, por extensão, a mão chinesa, refletindo a influência chinesa nesse estilo de luta.

O caratê é provavelmente uma mistura de uma arte de luta chinesa levada a Okinawa por mercadores e marinheiros da província de Fujian com uma arte própria de Okinawa. Os nativos de Okinawa chamam este estilo de Okinawa-te ("mão de Okinawa"). Os estilos de caratê de Okinawa mais antigos são o Shuri-te, o Naha-te e o Tomari-te, assim chamados de acordo com os nomes das três cidades em que eles foram criados.

Em [1820] Sokon Matsumura fundiu os três estilos e criou o estilo shorin (pronuncia japonesa para a palavra chinesa shaolin), que é também a pronúncia dos ideogramas 少林 ("pequeno" e "bosque"). O nome shorin foi dado posteriormente, por Choshin Chibana, ao estilo idealizado pelo mestre Mastumura. Entretanto os próprios estudantes de Matsumura criaram novos estilos adicionando ou subtraindo técnicas ao estilo original. Gichin Funakoshi, um estudante de um dos discípulos de Matsumura, chamado Anko Itosu, foi a pessoa que introduziu e popularizou o caratê nas ilhas principais do arquipélago japonês.

O caratê de Funakoshi teve origem na versão de Itosu do estilo shorin-ryu de Matsumura que é comumente chamado de shorei-ryu. Posteriormente o estilo de Funakoshi foi chamado por outros de shotokan por seu apelido shoto; o kanji kan (館) significa prédio ou construção, e portanto shotokan significa "Prédio de Shoto". O estilo shotokan foi popularizado no Japão e introduzido nas escolas secundárias antes da Segunda Guerra Mundial.

Como muitas das artes marciais praticadas no Japão, o caratê fez a sua transição para o karate-do no início do século XX. O do em karatê-do significa caminho, palavra que é análoga ao familiar conceito de tao. Como foi adotado na moderna cultura japonesa, o caratê está imbuído de certos elementos do zen budismo, sendo que a prática do caratê algumas vezes é chamada de “zen em movimento”. As aulas frequentemente começam e terminam com curtos períodos de meditação. Também a repetição de movimentos, como a executada no kata, é consistente com a meditação zen pretendendo maximizar o autocontrole, a atenção, a força e velocidade, mesmo em condições adversas. A influência do zen nesta arte marcial depende muito da interpretação de cada instrutor.

A modernização e sistematização do caratê no Japão também incluiu a adoção do uniforme branco (quimono ou karategi) e de faixas coloridas indicadoras do estágio alcançado pelo aluno, ambos criados e popularizados por [Jigoro Kano], fundador do [judô]. Fotos de antigos praticantes de caratê de Okinawa mostram os mestres em roupas do dia-a-dia.

durante a Segunda Guerra mundial, o caratê tornou-se popular na Coréia do Sul sob os nomes tangsudo ou kongsudoquando a pratica do taekwondo foi proibida pelos japoneses apos sua invasão.

Graduação

As artes marciais provenientes do Japão e Okinawa, apresentam uma variedade de títulos e classes de graduações. O sistema atual de graduação de faixas coloridas é o mais aceito; Antes disso, muitos métodos distintos eram usados para marcar os vários níveis dos praticantes. Alguns sistemas, recorriam a três tipos de certificados para seus membros:

  • Shodan: significando que se havia adquirido o status de principiante.
  • Chudan: significava a obtenção de um nível médio de prática. Isso significava que o indivíduo estava seriamente comprometido com sua aprendizagem, escola e mestre.
  • Jodan: a graduação mais alta. Significava o ingresso no Okuden (escola, sistema e tradição secreta das artes marciais).

Se o indivíduo permanecia dez anos ou mais junto ao seu mestre , demonstrando interesse e dedicação, recebia o Menkyo, a licença que permitia ensinar. Essa licença podia ter diferentes denominações como: Sensei, Shihan, Hanshi, Renshi, Kyoshi, dependendo de cada sistema em particular. A licença definitiva que podia legar e outorgar acima do Menkio, era o certificado Kaiden, além de habilitado a ensinar, implicava que a pessoa havia completado integralmente o aprendizado do sistema.

O sistema atual que rege a maioria das artes marciais usando Kyu ("classe") e Dan ("grau") , foi criado por Jigoro Kano, o fundador do Judô. Kano era um educador e conhecia as pessoas, sabendo que são muitos os que necessitam de estímulos imediatamente depois de haver começado a praticar artes marciais. A ansiedade desse tipo de praticante não pode ser saciada por objetivos a longo prazo.

A graduação no caratê é importante para indicar o nível de experiencia dos praticantes, e é vista como sinal de respeito para os atletas menos graduados. Para demonstrar a graduação os caratecas usam uma faixa com uma cor na região da cintura. A ordem das cores das graduações variam de estilo para estilo mas como padrão, a faixa iniciante é a de cor branca.

Abaixo as cores de graduação do estilo tradicional Shotokan, como um exemplo da progressão de graduação no caratê:

  • Branca (7º kyu)
  • Amarela (6º Kyu)
  • Vermelha (5º Kyu)
  • Laranja (4º Kyu)
  • Verde (3º Kyu)
  • Roxa (2º Kyu)
  • Marrom (1º Kyu)
  • Preta (1ºDan até 7ºDan)


Outro exemplo de graduação é a do estilo Shorin-ryu:

  • Branca (7º Kyu)
  • Amarela (6º Kyu)
  • Laranja (5º Kyu)
  • Azul (4º Kyu)
  • Verde (3º Kyu)
  • Roxa (2º Kyu)
  • Marrom (1º Kyu)
  • Preta (do 1º ao 6º Dan)
  • Vermelha e Branca (7º e 8º Dans)
  • Vermelha (9º e 10º Dans)

Na classificação de faixas coloridas, Kyu significa classe, sendo que essa classificação é em ordem decrescente. Na classificação de faixas pretas, Dan significa grau, sendo a primeira faixa preta a de 1º Dan, a segunda faixa preta 2º Dan e assim por diante em ordem crescente. Em um plano simbólico, o branco representa a pureza do principiante, e o preto se refere aos conhecimentos apurados durante anos de treinamento.

Estilos

No caratê há um grande número de estilos e escolas. Os mais conhecidos atualmente são Shotokan, a escola Shotokai, Shorin-ryu, Goju-ryu, Uechi Ryu e Shito-ryu. Todos eles criados na primeira metade do século XX. O Kyokushin ("verdade final") é outro estilo muito popular, apesar de mais recente. Além desses, existem: Shobayashi, Matsubayashi-ryu, Kobayashi-ryu, Matsumura Seito e Matsumura Motobu. Desses se originaram estilos como Chito-ryu, Shorinji-ryu (Kempo) e Shorei-ryu. Outros estilos importantes incluem o Seido, Shudokan, Shukokai, Isshin-ryu e Shindo-jinen-ryu. Alguns mestres do caratê criaram estilos que são a combinação de vários estilos, como o JIKC (Japanese International Karate Center) ou o Kata shubu do ryu.

Assim, é possível relacionar a seguinte lista de estilos:


Estilo e escola

Em termos de artes marciais, há que se notar que a palavra Escola não tem o mesmo sentido empregado no uso comum. O caratê é uma arte marcial que se subdivide em diversos estilos, o Shorin-ryu sendo um dos mais antigos entre eles. Cada estilo (ryu) é uma forma particular de se praticar uma determinada arte marcial. Nesse sentido, membros de estilos diferentes terão nomes diferentes para golpes semelhantes, katas e kihons próprios, diferentes progressões de faixa e até mesmo metodologias de ensino variadas. O que une os diferentes estilos é a consciência de que são como galhos de uma mesma árvore, no caso a arte marcial em questão.[carece de fontes?]

As escolas (kan), por sua vez, são visões particulares de um determinado estilo. Muitas vezes elas se originam como tributos a Mestres muito graduados e, algumas vezes, acabam se transformando em estilos propriamente ditos, como foi o caso do estilo Shotokan, que deve ser mais corretamente chamado de Shotokan-ryu (uma vez que Shotokan seria a Escola de Shoto e Shotokan-ryu seria o Estilo da Escola de Shoto). Uma Escola, em termos de artes marciais, não é, portanto, um local de aprendizado de técnica, mas um conjunto de idéias dentro de um estilo. Os locais de aprendizado são chamados de Dojos, sendo estes filiados a alguma Escola. É neles que as pessoas aprendem Karate.[carece de fontes?]

Como desporto

O caratê também pode ser praticado como um esporte competitivo, muito embora não possua status de esporte olìmpico como o Judô e o Taekwondo. Isto se deve ao fato de que não há uma organização centralizadora para o caratê, assim como não existem regras uniformes entre os diversos estilos. A competição pode ser tanto de kumite como de kata e os competidores podem participar individualmente ou em grupo. Vale lembrar, no entanto, que o caratê é considerado como modalidade olímpica, reconhecida pelo COI em 1999, uma vez que está de acordo com a Carta Olímpica. A Organização Mundial de Administração que foi reconhecida é a Federação Mundial de Karatê.

Na competição de kata, pontos são concedidos por cinco juízes, de acordo com a qualidade da performance do atleta, de maneira análoga à ginástica olímpica. São critérios fundamentais para uma boa performance a correta execução dos movimentos e a interpretação pessoal do kata através da variação de velocidade dos movimentos (bunkai). Quando o kata é executado em grupo (usualmente, de três atletas), também é importante a sincronização dos movimentos entre os componentes do grupo.

No kumite, dois oponentes (ou duas equipes de lutadores) enfrentam-se por um tempo, que pode variar de dois a cinco minutos. Pontos são concedidos tanto pela técnica quanto pela área do corpo em que os golpes são desferidos. As técnicas permitidas e os pontos permissíveis de serem atacados variam de estilo para estilo. Além disso, o kumite pode ser de semi-contato (como no estilo Shotokan), ou de contato direto (como no estilo Kyokushin).

Tabela de pontuação utilizada pela Confederação Brasileira de Karatê-do (CBK), e entidades a ela filiadas:

  • Ippon (um ponto) - soco na área do abdome, do peito ou do rosto.
  • Nihon (dois pontos) - soco ou chute na área das costas; chute na área do abdome ou do peito, independentemente do oponente estar caído ou não; seqüência pontuável em que o oponente seja atingido com, pelo menos, dois socos, na área do abdome e/ou do peito e/ou do rosto; seqüência pontuável em que o oponente perca o equilíbrio (por si só, ou após receber uma técnica de varredura ou projeção), e seja atingido, logo em seguida, com um golpe pontuável (exceto chute na cabeça), desde que esteja caindo ou de costas.
  • Sanbon (três pontos) - chute na cabeça, com contato controlado (ou, dependendo da categoria em disputa, com aproximação de 5cm a 10cm, desde que o oponente não esboce reação), independentemente do oponente estar caído ou não; derrubar o oponente com técnica de varredura ou projeção e, num intervalo de até 3 segundos, aplicar uma técnica pontuável (exceto chute na região do abdome), desde que o oponente esteja completamente caído, sem chances de contra-atacar.

Há, ainda, confederações que utilizam tabela de pontuação semelhante a esta. Por exemplo, a Confederação Brasileira de Karatê-do Interestilos (CBKI), bem como as entidades filiadas à mesma, utilizam wazari (meio ponto - ○), para golpes chudan (altura do tronco); e ippon (um ponto - ●), para golpes jodan (altos), ou indefensáveis. Nesse sistema de luta, o combate termina quando o tempo expira ou quando um dos dois oponentes atinge três pontos (sanbon), daí o nome do sistema de disputa ser Shobu Sanbon (disputa por três pontos). Uma variação desse sistema é o Shobu Ippon (disputa por um ponto), onde vence aquele que conseguir um ippon ou dois wazari. Há, ainda, outra variação: Shobu Nihon (disputa por dois pontos), na qual vence aquele que obtiver dois ippon ou quatro wazari, mas esta última forma de disputa é mais utilizada para competições infantis.

Dojo kun

É o conjunto de cinco preceitos (kun) que são normalmente recitados no começo e no fim das aulas de caratê no dojo (local de treinamento). Estes preceitos representam os ideais filosóficos do caratê e são atribuídos a um grande mestre da arte do século XVIII, chamado Tode Sakugawa.

  • Hitotsu jinkaku kansei ni tsutomuru koto
    • Esforçar-se para a formação do caráter.
  • Hitotsu makoto no michi o mamoru koto
    • Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão.
  • Hitotsu do ryoku no seishin o yashinau koto
    • Cultivar o intuito do esforço.
  • Hitotsu reigi o omonzuru koto
    • Respeito acima de tudo.
  • Hitotsu keki no yu o imashimeru koto
    • Conter o espírito de agressão.

Vocabulário

  • Dan: nível de faixas pretas
  • Kyu: nível de faixas abaixo da preta
  • Giaku golpe com a mão aposta à perna que está à frente
  • Oi: golpe com a mesma mão que a perna que está à frente
  • Sonoba: parado
  • Kimé: união de força mental e fisica
  • Gedan: zona baixa
  • Gohon Kumitê: trabalho com o adversário,em cinco passos
  • Hajimê: começar
  • Hikitê: puxar um punho ao quadril, enquanto o outro trabalha
  • Ippon kumitê: trabalho com o adversário, em um passo
  • Jodan: zona alta
  • Yoko: lateral
  • Mawashi: semi-círculo
  • Mae: frontal
  • Kamaê: colocar-se em posição
  • Kiai: união da respiração com a voz, momento em que se liberta o máximo de força e velocidade
  • Kihon: trabalho de todas as técnicas de deslocação
  • Hantai: dar meia-volta
  • Seizá: em posição para a saudação
  • Tchudan: zona média
  • Yamé: parar
  • Yoi: posição de espera , pronto para trabalhar
  • Keri ou Gueri: chute
  • Zuke: soco
  • Uke: defesa
  • Shuto: golpe com a mão aberta
  • Shotei: golpe com a palma da mão
  • Empi: golpe com o cotovelo
  • Hiza: golpe com o joelho
  • Cacato: golpe com o calcanhar
  • Hantei: decisão por bandeirada (votação dos árbitros auxiliares) de uma luta empatada
  • Hiki-Waki: empate
  • Nokachi: vitória
  • Shiro: competidor de branco, ainda usado em competições da FPKI e da CBKI
  • Aka: competidor de vermelho
  • Ao: competidor de azul
  • Dachi: posição das pernas (Exemplo: fudo-dachi, zunkutsu-sachi, shiko-dachi, ukiashi-dachi etc)
  • Ushiro: parte de atrás
  • Ashiro: golpe giratório
  • Tobi: golpe pulando
  • Moto no ichi: posição inicial
  • Shodan: primeiro (1º)
  • Nidan: segundo (2º)
  • Sandan: terceiro (3º)
  • Yondan: quarto (4º)
  • Godan: quinto (5º)
  • Nanandan: sétimo (7º)
  • Nihon: duplo
  • Sanbon: triplo
  • Yonbon: quádruplo
  • Gohon: quíntuplo

Referências

  1. Também conhecido pelo barbarismo karatê (português brasileiro) ou karaté (português europeu) .
  2. Higaonna, Morio (1985). Traditional Karatedo Vol. 1 Fundamental Techniques, 17.
  3. Higaonna, Morio (1985). Traditional Karatedo Vol. 1 Fundamental Techniques, 17.

Fonte:http://pt.wikipedia.org

Hapkidô

O HAPKIDO

O Hapkido é por excelência uma arte de defesa.
Aonde nela existe uma grande variação de técnicas mistas, que vão das projeções, os estrangulamentos, as chaves e as torções.
Mais Hapkido não é só isso...
Nele também existe outras técnicas advindas do Daito Ryu Aiki Jujutsu como as técnicas de mãos, pés e armas corenas.
Os movimentos dessa bela arte são circulares, pois o Hapkido se caracteriza por trabalhar com as torções articulares.
O Ki a energia vital também é trabalhada no Hapkido por meios de exercícios especiais, elevando o praticante a ter equilibriu e o auto controle de sua energia.
A filosofia dessa arte marcial poderosa é simplesmente a harmonia do homem com a natureza e com seus semelhantes.
Muitos pensam que praticar arte marcial é só lutar na rua, é ser um bad Boy, é se mostrar para as gatinhas que é o tal...
Estão enganados.
Ser um praticante de arte marcial é acima de tudo respeitar a vida, pois você sendo um lutador deve ter o auto controle e a conciência que a sua arte é para ser usada sempre para o bem, pois entre muitos, só você tem o poder da auto defesa.
O melhor lutador não é aquele que se mostra para os outros, e sim aquele que guarda consigo a arte milenar em suas mãos.
Infelismente no mundo todo a vida se transformou num grande mercado capitalista, aonde tudo é vendido e não dado.
Antigamente os grandes mestres não vendiam sua arte marcial, eles simplesmente ensinavam a quem queria realmente aprender...

GRAN MESTRE CHOI YUNG SUL

Choi Yung Sul o grande mestre do Hapkido teve uma vida sofrida quando era pequeno.
Sua família estava extinta logo após a grande invasão do Japão a Coréia em 1907.
Aprisionado ele foi levado ao Japão aonde por sua sorte encontrou SOKAKU TAKEDA, que o adotou como filho e o ensinou toda sua arte.
Nesse tempo Choi conheceu um dos alunos de Takeda O´Sensei Murihei Ueshiba fundador do Aikidô.
Depois da morte de Sokaku Takeda, Choi se tornou um de seus sucessores aos 39 anos, logo depois da segunda guerra mundial mestre Choi retorna a Coréia para se aperfeiçoar e buscar novos conhecimentos nas artes marciais.
Mestre Choi treinou o Taekyun e o Tang Su, e com toda a arte do Daito Ryu desenvolveu e elaborou uma nova técnica chamada Yu Kwon Sul.
Choi aos 44 anos começou a ensinar a arte marcial chamada no começo de Hapkikwonsul e depois em 1957 de Hapkido.
A palavra HAPKIDO significa...

HAP - Harmonia
KI - Energia
D0 - Caminho

HAPKIDO, O CAMINHO DA ENERGIA HARMONIOSA.

A História de SOKAKU TAKEDA.

Sokaku Takeda nasceu em 1860 em Aizu, Japão, descendente de uma família de Samurais. Aprendeu o Daito-Ryu Aikijujutsu com o Grande Mestre Tanomo Saigo, que o considerou seu sucessor à frente do Daito-Ryu.Homem de pequena estatura e que sempre usava o Hakamá, espécie de calça muito larga utilizada nas artes marciais tradicionais japonesas, Mestre Takeda era muito conhecido e temido em sua região.Participou de dezenas de combates mortais contra criminosos e mestres de outras artes marciais que o desafiavam. Sua invencibilidade nutria muitos rancores entre os praticantes da época.Mas Mestre Takeda era um Samurai à moda antiga. Dizia: "Um verdadeiro praticante de Budô segue os outros. Andar na frente de alguém equivale a ser morto".Antes considerado uma arte secreta, Mestre Takeda difundiu o Daito-Ryu por todo o Japão, ministrando seminários em diversas localidades. Apesar de sua dedicação ao ensino, ele nunca montou um dojô oficial, preferindo a carreira de Mestre itinerante.Numa dessas peregrinações conheceu um jovem que se tornaria o seu aluno.
Morihei Ueshiba, criador do Aikidô.
Ueshiba seguiu Mestre Takeda por diversas localidades, tendo treinado por muitos anos sob sua supervisão e atingindo o grau de Instrutor Assistente na arte do Daito-Ryu. Sua influência influenciou fortemente o Aikidô, como as técnicas Shiho-Nague e Kote-Gaeshi, que são do Daito-Ryu.
Juntamente com ele outro grande aluno se tornaria o criador da grande arte marcial chamada HAPKIDO.
Choi Young Sul.

Hapkidô

BUSCANDO A ESSÊNCIA DA ARTE HAP

Os coreanos descrevem esta harmonia ou coordenação de poder, à um nível mais profundo, mais filosófico.
Por terem uma grande influencia tanto do Budismo quanto do Taoismo, eles sentem que o Hapkido é uma maneira de tornar-se um só com a natureza.
Este é um conceito central nestas duas influencias chinesas.

Embora o Hapkido seja essencialmente defensivo na sua natureza, pode ser muito ofensivo se surgir a necessidade.
Muitas das suas técnicas baseiam-se no ataque de um oponente, uma vez que o ataque foi anulado simultaneamente lança-se um contra ataque devastador.

Algumas pessoas tentam comparar o Hapkido diretamente ao Aikido Japonês, que usa técnicas similares de torção de juntas e arremessos.
Uma razão para esta comparação é que o Kanji (ideograma) Japonês para o Aikido é o mesmo usado para o Coreano e tem a mesma tradução em inglês, a arte da coordenação de poder e harmonia.

Na realidade o Hapkido continua para um ponto além do alcançado pelo Aikido na sua filosofia de auto defesa.
De acordo com Yoshitsu Yamada no seu livro Complete Aikido, o Aikidoista aplicará somente técnicas defensivas, anulando ataque após ataque, até o agressor ficar completamente confuso e frustrado e acabar desistindo.

O Hapkido não somente vai ao encontro do ataque, ele contra ataca seu oponente e completa com métodos ofensivos que podem controlar a sua violência ou podem torna-lo incapaz de viver, muito menos ser capaz de quaisquer outras ações antagônicas.

O elemento do autocontrole é muito importante em situações que requerem autodefesa. Por exemplo, uma pessoa reagiria de maneira diferente a um amigo bêbado durante uma festa do que o faria com um assaltante numa rua escura.
No primeiro exemplo, ele pode querer constranger o seu amigo para ninguém sair ferido, no segundo, ele pode estar lutando pela sua vida, e portanto, ele pode achar necessário matar para não ser morto.
O Hapkido ensina técnicas de muitos níveis diferentes de rigor.
Também ensina quando usa-las.
O elemento mais importante do Hapkido é um dos mais difíceis de desenvolver, é o poder da mente.
A base para o poder mental é o KI...
KI é um conceito oriental do poder da natureza em volta de nós.
Os artistas marciais dizem que pode-se penetrar nesta essência de força em volta de nós, e usá-la como se fosse a nossa própria.
Eles citam exemplos de força histérica e façanhas semelhantes de força e velocidade sobre humana como prova disto.

Três conceitos do Hap Ki Do podem ser usados como ferramentas como controle completo do KI.

1º - Mente como a água, é um conceito vital para muitas Artes Marciais.
A mente mais eficaz, especialmente numa situação de combate, é aquela totalmente livre de emoções, livre para centrar a sua atenção na tarefa que tem em mãos.

Quando se perde a concentração também perde-se a iniciativa.
Se a vida e o bem estar estão em perigo, não se deve permitir que a raiva ou o medo perturbem a concentração.
As pessoas que aprendem a fazer isto tornam-se maquinas de lutar, não sentindo medo ou dor até o combate terminar.
São capazes de ouvirem e verem mais, movem-se mais rápido e vigorosamente, e percebem a realidade como um filme em câmara lenta.


2º - Somente se você desenvolver uma mente como a água, poderá desenvolver a segunda habilidade chamada mente como a lua (os Aikidoista chamam “olhos suaves”)
Este conceito enfatiza a percepção total em todas as direções.
A lua banha a paisagem como luz serena, onisciente, o KI estende a nossa percepção em todas as direções, que só aprendemos a reconhecer quando conhecemos os seus sinais.
Com a mente como a lua, pode-se ter uma oportunidade melhor de sentir o perigo, ameaças e as oportunidades no combate.


3º - Uma característica marcante do Hapkido e do Aikido, é o conceito da mão viva. Abra a mão o máximo possível, repare como o pulso e o antebraço ficam firmes.
Os Hapkidoistas acreditam que esta mão aberta concentra KI do ar, que por sua vez flui pelo braço e peito até o Danjon.
Esta é uma região de aproximadamente três polegadas(7,5 cm) de diâmetro centrada logo abaixo do umbigo.
Para os Coreanos o Danjon é o centro espiritual do poder no corpo.
Eles acreditam que dado o fato de que este é o lugar pelo qual o alimento e o poder entram no corpo de um bebê não nascido, o mesmo deveria aplicar-se a um adulto. Aspectos espirituais a parte, a área do Danjon é o centro de poder também num sentido físico.

O centro de gravidade fica nesta região e também é o lugar onde os principais grupos de músculos do corpo se interligam direta ou diretamente.
Penetrar no KI com a mão-viva e vertê-lo no Danjon assegurará que este poder seja usado por todo o corpo de maneira coordenada.
E que cada um de nós que praticamos o Hapkido possa ter essa força nas mãos e o poder da arte na mente.

A ARTE DE SER HAP

Todo o movimento no HAPKIDO é racional e científico, isto significa que não há excesso de força física nos exercícios.
Estes movimentos previnem a degradação e o envelhecimento precoce do corpo, permite a circulação sangüínea por todas partes do corpo, regularizando o sistema nervoso e o desenvolvimento do cérebro através do estimulo das articulações e da pulsação das juntas do corpo.
Podemos dominar melhor os tipos de energia quando praticamos HAPKIDO e saiba também que este é um atalho para a força do corpo e a longevidade.
O nome dessa arte marcial em coreano revela praticamente toda sua filosofia.
“HAP” significa harmonia, união ou junção; ‘KI”: energia, força interna,
“DO” caminho espiritual, mais propriamente, unir a energia que inspiramos à energia já contida no corpo humano, com o objetivo de tornar a pessoa um indivíduo melhor.
“KI” representa a energia que há em todas as coisas e que precisamos manter em equilíbrio no nosso organismo.
Esse controle deve ser mantido através do equacionamento dos pólos negativo e positivo Yin e Yan. “DO” tem o significado estrito de caminho do bem.

Pela simples tradução percebe-se que essa é uma arte em que a parte física não é tudo o que importa na preparação do atleta.
É fundamental que se trabalhe também o lado mental, a fim de proporcionar uma evolução constante e preparar o indivíduo para a vida social e para a prática de respeito a tudo e a todos.
Essa evolução torna o atleta uma pessoa mais consciente, preparada para enfrentar as adversidades do cotidiano sem recorrer a violência.

O HAPKIDO divide-se basicamente em cinco partes:

NA POP: Vários tipos de quedas e rolamentos, para o praticante cair e não se machucar.

KOKI: Técnicas de torções nas articulações em geral, muito usado quando o adversário nos agarra ou quando está segurando algum objeto que possa nos ferir.

TERIGUI: Técnica de bater, utilizada para combates a média e curta distância com socos, chutes, cotoveladas, etc.
Essa técnica é essencial nas aplicações de torções ou na tentativa de imobilizar o adversário, pois após uma pancada a tendência deste é perder sua força e sua concentração, tornando-se um alvo fácil.

DONDIGUI: Técnica de arremessar, agarrar e derrubar, essa técnica é muito utilizada quando o adversário é maior e mais forte, e parte direto para o combate corpo a corpo.
Quando bem dominada pode ferir fatalmente o adversário jogando-o no chão.

PANTOGUI: Técnica de solo, quando bem dominada, essa técnica é muito eficiente pois a luta sempre começa em cima e acaba no solo.
Todas as técnicas do HAPKIDO devem ser usadas harmonicamente umas as outras, se não for dessa forma, não é HAPKIDO, pois ele é incompleto em si mesmo.

O AUTO CONTROLE

A ira pode ser uma emoção construtiva, como por exemplo, ao vermos uma injustiça sendo cometida nossa ira nos ajuda a corrigi-la.
Podemos compará-la a um gerador de eletricidade, que utilizamos de maneira construtiva.
A fúria, entretanto, não é útil. É como um vulcão em erupção, que não traz benefícios a ninguém e causa destruição generalizada.

Ao contrário da erupção vulcânica, a fúria é controlável, entretanto, a hora de agir é antes que comece o acesso, porque uma vez em movimento, carecemos da frieza necessária para controlá-lo.

A ação preventiva consiste em treinar a nós mesmos a reagir com moderação quando ocorre um evento provocativo, mesmo que saibamos ter razão.
Podemos praticar, respondendo em voz suave, ficando em silêncio, ou nos afastando da situação e tentando "esfriar a cabeça".

A fúria se alimenta de si mesma, e se pudermos sufocá-la na origem, quando ainda pode ser controlada, será como abafar um pequeno fogo privando-o de oxigênio.
Não conseguir fazê-lo pode resultar numa conflagração destrutiva e incontrolável do ser.

Era uma vez um lutador violento que gostava de desafiar as pessoas.
Certa vez ele entrou em uma igreja e perguntou grosseiramente a um padre.
Eu quero que alguém aqui me diga o que é o céu...
O inferno eu sei o que é, é no que eu transformo a vida dos meus inimigos.
Mas eu quero mesmo é saber o que é o céu , e ai daquele que não me dê uma resposta boa e concreta.

O padre então, com unção, respondeu ao agressor.

- Eu não falo com gente ignorante.
O lutador então se inflamou de ódio e partiu para cima do padre para lhe bater. Então o padre lhe disse.
- Isto é o inferno...

O lutador então parou, pensou e percebeu que o padre estava sorrindo, e sorriu ele também.
Então o padre lhe disse.
Isto é o Céu...
Com o coração apascentado e satisfeito com a resposta, o lutador saiu da igreja pensativo.

Moral da História:

Dentro de nós pode habitar o bem e o mal, o céu e o inferno, basta escolher qual deles se quer viver.

Claro que o bem é a forma perfeita de ser...
Enquanto o mal.
Bem esse jamais era para existir.

A RESPIRAÇÃO ENERGÉTICA

A respiração tem sido um importante objeto de estudo na China por mais de cinco mil anos.
Os taoístas, em especial, têm usado técnicas de respiração para prevenir doenças, prolongar a juventude e alcançar a longevidade,várias escolas de artes marciais, além do Tai Chi Chuan, usam a respiração para aperfeiçoar as técnicas de ataque e defesa, mas muitos Mestres guardam seus segredos e nunca os escrevem, transmitindo-os oralmente apenas aos autênticos discípulos, talvez porque a respiração seja um tema que inclui muitos aspectos difíceis de serem expressos através da escrita.
Nos últimos anos, o interesse do Ocidente a respeito do assunto cresceu e muitos médicos estão cientes de que a respiração profunda pode preservar a saúde e curar doenças.
Além do oxigênio, o ar que respiramos contém muitos elementos, incluindo o ferro, o cobre, o zinco, a fluorita, o quartzo, a zincita e o magnésio.
Esses elementos suprem necessidades importantes do nosso organismo.
Usando uma combinação de técnicas de exercícios de respiração, podemos absorver esses preciosos elementos, as técnicas de respiração incluem não só a respiração pela boca e pelo nariz mas também a Respiração fetal ou interna.
São também chamadas de respiração pós-natal e pré-natal para as mulheres.
Tudo o que sentimos física ou emocionalmente está diretamente ligado à nossa respiração, sempre que antecipamos algum acontecimento importante para nossas vidas, ou suspiramos de alívio, ou ofegamos de dor.
Em algumas situações prendemos a respiração, em outras sentimos até falta de ar.
A pesquisa científica mostrou que a respiração é uma atividade muito complexa, capaz de ter efeitos diretos sobre muitas funções corporais.
Aprender a respirar corretamente é extremamente necessário para nossa saúde. Naturalmente nossa mente fica serena, nossos pensamentos se aquietam, proporcionando uma paz interna que harmoniza nosso estado emocional e mental.
Esta pacificação mental faz com que as energias que circulam em nosso corpo se equilibrem e se fortaleçam gerando muita saúde e nos prevenindo contra muitas doenças e desequilíbrios.

EXEMPLO DE UMA TÉCNINA DE RESPIRAÇÃO PARA RELAXAR:

Durante o intervalo de qualquer atividade que possa estar lhe causando algum estresse ou cansaço físico e mental, você pode praticar esta respiração para relaxar e energizar suas forças e combater fadigas e afetos acumulados de forma excessiva.
Em jogos ou esportes isto pode rejuvenecer e fortalecer sua coordenação e espírito competitivo, e muito provavelmente, lhe manter livre de acidentes.

É uma grande técnica, principalmente quando você tem muito pouco tempo para se restaurar.
Se você exercitar isso 2 ou 3 vezes ao dia, em momentos estratégicos (antes das refeições, encontros de negócios, dirigindo para casa, etc) e quando você começa a se sentir cansado, você logo notará uma grande diferença em suas atitudes e na forma de como se sente.


Sente-se com as costas eretas, junte as palmas na altura do centro do coração com os dedos apontando para cima.
Feche os olhos, focando o seu olhar para o ponto no centro entre as sobrancelhas. Inale, quebrando a respiração em 4 partes iguais de "cheiradas" enchendo os pulmões completamente na quarta vez.

Ao exalar, libere o ar em 4 partes igualmente distribuídas, esvasiando os pulmões por completo na quarta vez.

Em cada parte tanto da inalação quanto da exalação, puxe o ponto do umbigo em direção à coluna, (quanto mais forte você bombear o umbigo, mais energia você irá gerar) um ciclo completo de respiração (inalação e exalação) leva aproximadamente, 7 - 8 segundos. Continue por 2 - 8 minutos.

Se você presionar as suas mão com bastante força e fizer a respiração vigorosamente, com apenas 1 minuto você se recarregará.
Se você estiver em um momento onde há muita ansiedade e confusão mental, acrescente uma música para ficar mais calmo, tente ficar tranquilo.
No final, inale profundamente, pressione as palmas com bastante força por 10-15 segundos, prendendo o ar.
Crie uma tensão muscular em todo o corpo pressionando o mais forte que puder.
Exale vigorosamente e repita a inalação, prenda, pressione as mãos e exale. Agora relaxe e permita que toda a tensão de corpo simplesmente desapareça.

Se você precisar descansar um pouco, deite-se imediatamente com os olhos fechados e relaxe por 2-5 minutos.
Faça algumas respirações profundas e lentas, espreguice, e então você estará pronto para a ação.

Essa é uma de muitas técnicas que existem no mundo, essa em especial é provinda da Yoga.
No hapkido também temos técnicas de respiração para fortalecer o KI a energia vital.
Com essas técnicas de respiração renovamos não só o ar dos pulmões, mais a harmonia interior do ser humano.

GRADUAÇÕES DO HAPKIDO.

Graduação segundo a Escola Chang Hung


(Branca) Branca - “Pureza”, como uma semente que nunca foi tocada, é a fase onde o aluno toma contato com a arte.

(Amarela) Amarela - “Fertilidade” o solo fértil preparado para receber a semente, da mesma forma o aluno que dispõe dos conhecimentos básicos do Hapkido.

(Amarela Ponta Verde) Amarela Ponta - Faixa Intermediária.

(Verde) Verde - “Crescimento” a planta semeada em solo fértil passa a crescer rapidamente, é a fase onde o aluno aprende técnicas novas, desenvolvendo-se rapidamente.

(Verde Ponta Azul) Verde Ponta Azul - Faixa Intermediária.

(Azul) Azul - “Céu” a planta cresce de tamanho sempre no sentido do céu, é a fase onde o aluno domina técnicas intermediárias e passa a aprender técnicas superiores.

(Azul Ponta Vermelha) Azul Ponta Vermelha - Faixa Intermediária.

(Vermelha) Vermelha - “Perigo” representa energia e também calor do sol, é a fase onde o aluno já domina técnicas apuradas, perigosas e prepara-se para usar tudo com sabedoria.

(Vermelha Ponta Preta) Vermelha Ponta Preta - Faixa Intermediária.

(Preta) Preta - “Profundidade e conhecimento” como o escuro grande infinito, neste grau o praticante prepara para seguir o caminho dos mestres agora se graduando em dan que vai do 1° ao 9° Dan.

Depois de anos de treinamento o aluno que for faixa preta jamais pode parar de treinar, pois sua evolução vai ser permanente, a cada dia existe novas armas e novas técnicas a serem aprendidas para melhorar o potencial do HAPKIDO.

AFINAL HAPKIDO TAMBÉM É CULTURA.

E diante de tantas artes milenares, nada melhor que aprender um pouco de cada uma delas, para que no final, você possa ser um grande mestre...

PONTOS VITAIS, ATEMI-WAZA



O respeito pela vida é universalmente reconhecido, e se a vida de um indivíduo está em perigo, todos os meios disponíveis são inegavelmente justificáveis para evitar o perigo.
O praticante de Hapkido é a pessoa que foi treinada nas técnicas de ataque e defesa que é capaz de preservar a sua segurança.
A importância do Atemi-waza a este respeito é óbvia, Atemi-waza são técnicas de auto-defesa nas quais os ataques são feitos a pontos vitais a fim de inflingir dor, inconsciência ou morte.
Elas são empregadas apenas como último recurso, quando alguém corre o risco de ser morto, ferido ou capturado.

O conceito de usar a força do adversário contra ele mesmo é uma aplicação clássica de Yin/Yang. Quando o adversário for duro, seja macio, quando o adversário for macio seja duro.
Quando o adversário agarrar golpeie, quando o adversário golpear, agarre.
Quando for atacado não se oponha ao ataque, complemente-o e absorva sua força.
Yin/Yang são forças que são opostas mas que se complementam, co-existindo em equilíbrio dinâmico.
No combate a aplicação de Yin/Yang guia a nunca golpear duas vezes o mesmo lugar.
O lutador de arte marcial deve golpear em cima, depois em baixo, ou no centro, golpear com soco e depois com chutes, variando os ataques conforme a lei Yin/Yang, alternando os opostos.
Assim a energia do oponete se tornará fraca, e não haverá força para nenhum ataque ominete.

O que significa Bater em Pontos Vitais ?

Significa fechar completamente as linhas de comunicação interna interrompendo sua função de transporte., o corpo humano (ex: cabeça, membros e os orgãos ou víceras) é conectado por tendões e colaterais que são irrigados por artérias e veias.
Um homem não poderá se mover se seus tendões ou colaterais forem feridos, e se o sangue nas artérias ou veias pararem seu fluxo, ele perderá a consciência.
Tendões e colaterais começam nas pontas dos dedos, nas dobras do joelho e convergem na cabeça e face, a energia Ki governa as atividades dos tendões e colaterais, consequentemente, quando treinamos os tendões é necessário cultivar o Ki.
O Ki corre na superfície de um tendão e colateral, e o sangue flui dentro dos canais e colaterais. Para melhor entender o fluxo do sangue e os pontos vitais, tente imaginar as funções sanguíneas como o fluxo da água, e os pontos vitais servindo como um chafariz.
Quando desobstruído, o fluxo é livre e fácil, porém, se obstruído, uma estagnação resultará. Fluxo sanguíneo segue o Ki que origina do coração, ele circula ao longo de vinte principais meridianos de shacras começando no horário do Rato (11 p.m.~1 a.m.)
Se o fluxo do sangue é interrompido, haverá um efeito adverso.
Ao atigir um dos trinta e seis pontos vitais pode ocorrer : morte, paralisia, inconsciência e problemas respiratórios.
Um homem pode ser machucado se levemente atingido em um ponto vital, mas uma pancada forte pode ser fatal.
Dos trinta e seis pontos vitais vinte e dois são na parte frontal e os outros quatorze nas costas. Sabe-se também que se atingirmos pontos vitais na cabeça, causam instabilidade, no pescoço podem paralisar, na parte superior do corpo, causa problemas respiratórios, e na parte inferior sensação de formigamento.
Existem cinco meios de atacar os pontos vitais : cortando (usando a quina da mão), pressionando (usando os dedos), espalmando (usando a palma da mão), batendo (usando a mão), apertando (usando os dedos para agarrar.)
Se os pontos vitais forem atacados em conjunto com a teoria do fluxo sanguíneo, então um trauma para um pequeno ponto vital machucará uma pessoa, e um trauma em um grande ponto vital o matará.
A teoria do fluxo sanguíneo é dividida em doze iguais períodos, e os pontos vitais são localizados ao longo de doze canais.
Interessantes técnicas chamadas de "O Diagrama de 12 horas do Toque Mortal," ilustra técnicas utilizadas simultaneamente em três ou quatro pontos vitais em horários pré determinados, que provocariam a morte no adversário não imediatamente, mas após alguns dias, semanas, meses e até anos depois do combate.
Isso se deve a um estudo minucioso do fluxo sanguíneo no corpo humano e como ele se comporta durante as horas do dia.

A HISTÓRIA DA ESPADA KATANA

A espada foi a arma mais usada no Japão medieval, principalmente após sua unificação pelo xogun Tokugawa Ieyasu (início do séc XVII), período de muitos duelos entre samurais.
Tão grande era sua importância que foi declarada privilégio exclusivo da classe guerreira em 1588. “A espada é a alma do samurai”, disse Tokugawa Ieyasu.
Um samurai era facilmente reconhecido pelas ruas por portar duas espadas presas ao obi, uma longa, a Katana (de 60 a 90 cm), usada nas lutas em locais amplos, e uma menor, a Wakisashi (de 30 a 60 cm), para espaços fechados (castelos, florestas)
O Daishô, nome dado ao conjunto, representava o status máximo dos samurais, simbolizando o orgulho e emblema do guerreiro, havia uma terceira arma, o tanto, uma faca fina que ficava escondida e era usada só em emergências.
A história da Katana está ligada à história do Japão e ao desenvolvimento das técnicas de luta. Sua denominação muda conforme o período ao qual as peças pertencem.
Jokoto ano 7952 Koto (espadas antigas) 795-15963. Shinto (espadas novas) 1596-16244. Gendaito (espadas contemporâneas) 1876-1953
Jokoto durante o período Jokoto (800 d.C.), as espadas usadas eram retas, com fio simples (a Chokuto) ou duplo (Ken) e pobremente temperadas.
Não havia um desenho padrão e eram atadas à cintura por meio de cordas, evidências históricas sugerem que elas eram feitas por artesãos chineses e coreanos que trabalhavam no Japão.
Koto apartir do período Heian (794-1185), surge o termo Nipponto ou Nihonto, que significava “espada japonesa” (nippon=japão, to=espada.)
A mudança no estilo de luta criou a necessidade de alteração no seu formato, não se guerreava mais a pé, mas sim a cavalo, as espadas tornaram-se longas, curvadas, com uma base mais larga e forte e uma ponta bem fina.
As espadas desta época são chamadas de Tachie representam a categoria das antigas espadas ou Koto.
Neste período, as inscrições nas espadas derivavam, , de motivos budistas, representando a forte ligação do cuteleiro com a religião e com seu trabalho, foi criado o método de forjar com a superfície extremamente dura e o núcleo macio.
O periodo Kamakura (1185-1333), com o Japão sob domínio da classe guerreira, foi considerado a época de ouro da espada japonesa, muitas espadas consideradas tesouro nacional foram produzidas neste período.
A Katana (a clássica arma dos samurais) surgiu no período Muromachi, com os feudos em guerra, enquanto os exércitos cresciam, os soldados a cavalo se tornavam mais raros e a força principal vinha daqueles que combatiam a pé.
Variando entre 60 a 90 cm no comprimento e com lâmina de largura uniforme, eram mais fáceis de carregar e mais rápidas para sacar.
Shinto Era Edo. Iniciou-se o governo de Tokugawa e, apesar das armas de fogo já fazerem parte do armamento dos exércitos, as espadas ainda eram produzidas e de forma ainda mais refinada, com a matéria-prima mais acessível e a troca de experiência entre os cuteleiros que passaram a viajar com os exércitos.
A espadas deste período são conhecidas como espadas novas.
Esta fase foi curta, pois com a unificação interna do Japão, foi instituída uma lei proibindo o porte de espadas pelos samurais. Soma-se a isto a inflação e a queda na qualidade do aço produzido, piorando a qualidade das espadas.
4. Guendaito Espadas feitas a partir da era Meiji são chamadas de espadas modernas ou Gendaito.
Estas foram feitas na maior parte para os oficiais militares japoneses, para rituais e ocasiões públicas, apesar de possuírem as mesmas formas de uma espada tradicional, não tinham as características principais do artesanato (feito a mão) e do aço não industrial.
No Hapkido também treinamos espada Katana, começamos nas posições básicas das mãos em estilo katana, mão de espada.
Nessas posições podemos nos defender de qualquer ataque e mudar o rumo de uma ação.
Como as espadas são perigosas e caras, em várias academias o treinamento é feito com espadas de madeira, para evitar justamento qualquer acidente.
Nos dias de hoje temos que ser como os samurais, e como os ninjas, saber todas as técnicas possiveis da auto defesa, para em ultimo caso usa-las para salvar a própria vida.
Não estamos em guerra, mais ultimamente a vida esta, pois aonde andamos, vimos a violência imperar.
Não sou a favor da violência, e não quero jamais que ela venha até a mim, por isso que treino HAPKIDO.

Fonte: http://bysrico.blogspot.com

"O que é ser um kodansha?"



Prof. Emeri Pacheco Mota Junior
Quando iniciei o treinamento de Judô, nos idos 1970, tinha a idéia de que o faixa-preta de artes marciais era o expoente máximo de sua arte, invencível em uma luta, conhecedor de técnicas infalíveis e secretas, homem a ser temido e admirado.
Naquela época era possível contar nos dedos das mãos os faixas-pretas de Judô, pessoas às quais tinha todo o respeito e consideração, não só pela qualidade de iniciante que éramos, mas, principalmente, pela postura e comportamento ético que visualizava naqueles professores, preocupados não somente em nos tornar campeões, mas também em transmitir os valores maiores das artes marciais.
Após algum tempo de treinamento, acentuado o interesse pelo Judô e por outras artes marciais que cheguei a praticar, busquei ler e pesquisar sobre o assunto, oportunidade em que descobri que existia alguma coisa além da famosa faixa-preta.
Descobri que a faixa-preta não era o destino final do praticante de Judô. Ao chegar nesse estágio, o praticante ainda necessitava evoluir e essa evolução não se referia somente a realizar as técnicas da arte com cada vez mais proficiência. Essa maturação que o praticante da arte haveria de passar, tinha como pressuposto a necessidade de uma evolução integral, cumprindo um processo em direção aos melhores objetivos almejados pelo nosso Mestre Jigoro Kano.
Descobri que existiam os Dans e que após o quinto Dan, o praticante passaria a envergar na sua cintura uma faixa de cor diferente, primeiramente vermelha e branca, e depois toda vermelha, passando a ser denominado então de Kodansha – O Representante do Kodokan.
Naquela época, na minha ingenuidade de iniciante, entendi que esse sim seria o lutador verdadeiramente invencível. Aquele que chegou ao ápice do conhecimento do Judô, detentor de toda técnica do seu estilo de luta, o verdadeiro mestre.
E os anos foram passando, de forma que somente em 1982, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, como aluno do Curso de Formação Profissional, tive a satisfação de conhecer um kodansha pela primeira vez, o Sensei Gunji Matsuushi, tendo a honra de ser seu aluno.
Daquele momento em diante, tive a oportunidade de conhecer muitos outros kodanshas através de cursos e treinamentos que participei, podendo citar os senseis Suga, Suganuma, Odair Borges, Matsuda, Shiozawa, Miura e, em especial, Massao e Luiz Shinohara, tendo por estes últimos especial carinho em considerando a atenção e cordialidade que sempre nos foram dispensadas durante os treinamentos que realizamos na Academia da Vila Sônia. De forma igualmente destacada, não poderia deixar de citar o sensei Takashi Haguihara, pela convivência, amizade e ensinamentos que recebemos constantemente.
Hoje passados quase quarenta anos desde que coloquei os pés pela primeira vez em um dojô, muitos conceitos foram evoluindo e se transformando ao longo desse tempo. Como citado, conviví com vários kodanshas e o que mais ficou marcado nesses relacionamentos, a despeito do que seria inicialmente esperado, não foi o aspecto técnico desses professores, mas, sim, a postura e o comportamento ético e profissional que sempre identifiquei como o diferencial em cada um deles.
No ano passado fui agraciado com a graduação de 6º Dan em Judô, conforme indicação da Comissão de Grau da LJDFE, o que me trouxe alegria e satisfação, recebendo essa comenda como reconhecimento pelos esforços despendidos em prol da nossa nobre arte, entretanto, senti no íntimo o grau da maior responsabilidade que assumi daqui para frente. O conceito do lutador invencível, conhecedor de todas as técnicas foi há muito por água abaixo. Verifiquei naquele momento que muito ainda tenho que aprender e evoluir, e que, felizmente, não cheguei ao fim da jornada.
O aprendizado contínuo tem mostrado que um kodansha deve ser sinônimo de equilíbrio, um dos fundamentos maiores da nossa arte, o qual deve ser utilizado não somente no ambiente do dojô, mas em todas as situações em que seja necessário, principalmente no relacionamento com nossos semelhantes.
Um kodansha deve não somente aparentar, mas desenvolver de forma sincera um comportamento ético, moral e profissional adequado à posição que ocupa.
Exemplificando, tomamos a liberdade de transcrever alguns trechos de um artigo de autoria do professor Osvaldo Ichikawa (SP), kodansha, 8º Dan:
“Um Kodansha deve ser respeitado pelo que ele é e pelo que ele
representa em qualquer situação, seja discursando, dando aulas,
cursos, palestras ou simplesmente assistindo uma competição.”
“Nós difusores do Judô não podemos deixar que valores fundamentais
como respeito, humildade e hierarquia entre outros se percam.”
“É imperdoável que um kodansha não saiba o significado
do termo “Shihan”. Quando falamos em kodanshas,
logo vem a idéia de pessoas com alto grau de conhecimento
dentro do judô, mas, às vezes, não é isso que acontece.”
Hoje tenho a firme convicção que para ser um kodansha o judoca deve, dentre outros atributos, possuir um alto grau de conhecimento da arte, mas, antes de tudo, ter humildade para continuar seu aprendizado; apresentar comportamentos ético, moral e profissional ilibados; além do compromisso diário com a difusão e ensino do Judô, repassando os fundamentos formativos da nossa arte, tornando-se exemplo de valor para aqueles que o sucederão.
Exemplificando, acredito que todos considerariam execrável o comportamento de um atleta derrotado de forma limpa e honesta no shiaijo, que fosse tirar satisfações com o atleta vitorioso fora do ginásio da competição, apenas por inconformismo pessoal com o resultado.
O que se falar, então, se esse comportamento fosse advindo de um kodansha?
Emeri Pacheco Mota Junior
Vice-Presidente da LJDFE
Kodansha - 6º Dan

FONTE: http://www.judobrasil.com.br/2008/divulg194.htm

sábado, 5 de julho de 2008

VI Norte e Nordeste de Jiu Jitsu em Fortaleza

VI CAMPEONATO NORTE E NORDESTE DE JIU JITSU OLÍMPICO (VÁLIDA PELA 2ª ETAPA DO CIRCUITO ESTADUAL DE 2008), EM FORTALEZA/CE nos dias 05 E 06 DE Julho de 2008(Sábado e Domingo), início às 17 hs, no Anfiteatro da Beira Mar, tendo como o objetivo principal a confraternização, divulgação e premiação dos melhores atletas neste determinado momento.


SÁBADO, 05/07/08Ação
17:00ABERTURA.
17:30INFANTIL/INF-JUVENIL. (M/F) TODAS AS FAIXAS.
18:00 JUVENIL. (M/F) TODAS AS FAIXAS.
19:00MASTER. (M/F) TODAS AS FAIXAS.
19:30ADULTO. (M/F) FAIXA BRANCA.
20:00ADULTO AZUL (M/F).
20:30ADULTO ROXA (M/F).
21:00ADULTO MARROM/PRETA. (M/F).
22:00ABS. BRANCA (JUVENIL ,ADULTO E MASTER).
23:00ABS. AZUL (JUVENIL ADULTO E MASTER).
00:00ABS. ROXA (ADULTO E MASTER).
01:00ABS. MARROM/PRETA (ADULTO E MASTER).
02:00ENCERRAMENTO.
Observação: O Cronograma pode ser alterado com antecipação máxima de 1 hora a qualquer momento, devido a possíveis WO.
Exemplo: Categoria Adulto Azul (M/F) que está previsto para começar as 20:00 pode começar as 19:00hs.
Premiação: As premiações ocorrerão ao Final de cada categoria.